Com o fim das férias, chega também o momento de reorganizar horários, retomar compromissos e restabelecer limites. Para muitas famílias, o maior desafio deste período é reduzir o tempo de tela acumulado nas últimas semanas e ajudar crianças e adolescentes a retomarem o ritmo escolar.
Durante o recesso, é comum que o uso de celulares, tablets, videogames e televisão aumentem consideravelmente. Sem a rotina das aulas, os horários ficam mais flexíveis, o sono se altera e as atividades digitais acabam ocupando boa parte do tempo livre. Embora esse cenário faça parte do período de descanso, a transição para a volta às aulas pode se tornar difícil quando não há planejamento.
O Colégio Senemby reforça que o excesso de telas impacta diretamente o sono, a concentração e o comportamento. A exposição prolongada, principalmente no período noturno, interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pela regulação do sono. Como consequência, muitos estudantes iniciam o ano letivo com dificuldade para acordar, cansaço durante o dia e menor rendimento nas primeiras semanas.
Além disso, a alternância rápida de estímulos proporcionada por jogos e redes sociais pode reduzir a tolerância à frustração e dificultar a manutenção da atenção em atividades que exigem maior concentração, como leitura, escrita e resolução de problemas.
Diante desse cenário, a orientação é que a volta à rotina seja feita de forma gradual, mas com firmeza. A participação ativa da família é determinante para que essa reorganização aconteça de maneira equilibrada e saudável.
Impactos do excesso de telas
O uso da tecnologia faz parte da realidade contemporânea e não deve ser encarado como vilão. No entanto, o excesso e a falta de supervisão podem trazer prejuízos. Entre os principais sinais de alerta observados no retorno às aulas estão irritabilidade, resistência às regras, desmotivação para estudar e dificuldade de interação social presencial.
Crianças menores podem apresentar maior agitação ou dificuldade de aceitar limites. Já os adolescentes tendem a demonstrar resistência à redução do tempo online, especialmente quando o uso está relacionado às redes sociais e aos jogos em grupo.
Organização
A reorganização dos hábitos digitais precisa considerar dois aspectos fundamentais: tempo e qualidade do conteúdo. Não se trata apenas de contar horas, mas de avaliar como e para que os dispositivos estão sendo utilizados.
A recomendação de educadores e profissionais da saúde é que, durante o período letivo, o uso recreativo de telas seja limitado e condicionado ao cumprimento das responsabilidades escolares. Estabelecer horários fixos e regras claras ajuda a evitar conflitos e favorece a adaptação.
Outro ponto essencial é o sono. Antecipar gradualmente o horário de dormir alguns dias antes do início das aulas contribui para que o organismo volte ao ritmo adequado. Evitar telas pelo menos uma hora antes de deitar é uma medida simples, mas eficaz.
5 orientações práticas:
- Reorganizar os horários de sono de forma progressiva
A retomada da rotina começa pelo sono. Durante as férias, é comum que crianças e adolescentes durmam mais tarde e acordem em horários irregulares. Para evitar um impacto brusco na volta às aulas, o ideal é antecipar o horário de dormir gradualmente, ajustando de 15 a 30 minutos por noite até alcançar o horário adequado para os dias letivos.
Também é importante evitar o uso de telas pelo menos uma hora antes de dormir, já que a luz emitida pelos dispositivos interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pelo sono. Criar um ritual noturno — como leitura, conversa tranquila ou ouvir uma música suave — ajuda o corpo a entender que é hora de desacelerar. - Estabelecer limites claros para o tempo de tela
Definir regras objetivas evita discussões diárias. O ideal é que os combinados sejam feitos junto com a criança ou o adolescente, respeitando a idade e o nível de responsabilidade de cada um.
Durante a semana, o uso recreativo pode ser reduzido e condicionado ao cumprimento das tarefas escolares e compromissos do dia. Determinar horários específicos para o uso também contribui para organizar a rotina. Quando as regras são claras e previamente acordadas, o ambiente familiar tende a ficar mais harmonioso. - Criar momentos e espaços livres de tecnologia
Alguns ambientes da casa podem ser definidos como livres de telas. A mesa durante as refeições, por exemplo, deve ser um espaço de convivência e conversa. O quarto também merece atenção especial, principalmente no período noturno, para evitar o uso escondido ou prolongado dos dispositivos.
Essas pequenas mudanças fortalecem os vínculos familiares, melhoram a comunicação e contribuem para a qualidade do sono e da atenção ao longo do dia. - Incentivar atividades físicas e hobbies fora das telas
Oferecer alternativas é essencial para reduzir naturalmente o tempo de uso dos dispositivos. Esportes, caminhadas, brincadeiras ao ar livre, aulas de música, leitura, artes e jogos de tabuleiro são opções que estimulam o desenvolvimento físico, emocional e social.
Quando a criança ou o adolescente encontra prazer em outras atividades, o tempo de tela deixa de ser a única fonte de entretenimento. Diversificar experiências amplia repertórios e favorece o equilíbrio. - Dar o exemplo no uso da tecnologia
O comportamento dos adultos é referência. Não adianta exigir limites se os próprios pais permanecem conectados o tempo todo. Demonstrar equilíbrio, guardar o celular durante as refeições e respeitar horários de descanso são atitudes que reforçam o que está sendo orientado.
Quando a família inteira participa desse movimento, as regras deixam de ser imposições e passam a ser parte de uma cultura de responsabilidade e cuidado coletivo.
Essas ações não exigem mudanças radicais, mas sim constância e coerência. O diálogo deve ser aberto, explicando os motivos das decisões e reforçando que o objetivo é garantir bem-estar e melhor desempenho escolar.
Parceria entre escola e família
No Colégio Senemby, a tecnologia é integrada ao processo pedagógico de maneira consciente e planejada. Os recursos digitais são utilizados exclusivamente para fins educacionais, sempre com acompanhamento e orientação. A proposta é formar alunos capazes de usar a tecnologia de forma crítica, responsável e produtiva.
A escola reconhece que o equilíbrio entre mundo digital e experiências presenciais é essencial para o desenvolvimento integral dos estudantes. Por isso, valoriza atividades que estimulam interação social, pensamento crítico, criatividade e autonomia.
A parceria com as famílias é considerada elemento central nesse processo. Quando escola e responsáveis compartilham valores e mantêm comunicação constante, os resultados são mais consistentes. O acompanhamento da rotina, o diálogo sobre limites e a atenção aos sinais de dificuldade contribuem para uma adaptação mais tranquila no início do semestre.
A equipe pedagógica do Colégio Senemby permanece à disposição para orientar e apoiar os responsáveis sempre que necessário. O objetivo é caminhar junto às famílias, oferecendo suporte e fortalecendo estratégias que promovam o equilíbrio entre tecnologia, estudo e convivência.
A volta às aulas representa um recomeço. Mais do que retomar conteúdos, é uma oportunidade de reorganizar hábitos, estabelecer metas e fortalecer valores. Reduzir o tempo de tela, estruturar a rotina e manter diálogo constante são passos importantes para que crianças e adolescentes iniciem o ano letivo com foco, saúde e disposição.
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