Falar sobre dinheiro ainda é, para muitas famílias, um desafio. Compreender seu funcionamento, no entanto, tornou-se indispensável. É a partir dessa realidade que o Colégio Senemby desenvolve, desde 2017, um trabalho consistente de educação financeira com alunos do Ensino Médio — uma proposta que ultrapassa cálculos e se conecta diretamente à formação humana e intelectual dos jovens.
Esse percurso ganhou um novo impulso em 2025, com a adoção do material Gênio das Finanças. Mais do que um recurso didático, trata-se de uma ferramenta estruturada que orienta o estudante na compreensão do universo econômico. A proposta integra fundamentos teóricos a experiências aplicadas, permitindo uma evolução gradual e significativa, sempre articulando conhecimento e prática.
Atividade em sala
Com o amadurecimento da iniciativa, as atividades passaram a envolver desafios mais elaborados como a criação de pequenos negócios, a organização de recursos e o contato inicial com estratégias de investimento.
Um exemplo recente ilustra bem essa abordagem. Estudantes do 1º ano A participaram de uma atividade que consistia no desenvolvimento de jogos de tabuleiro. A proposta exigia mais do que criatividade: era necessário pensar na viabilidade do produto, considerando custos, estrutura e comercialização.
Ao longo do processo, conteúdos discutidos em sala ganharam sentido prático. Cada escolha demandava análise e planejamento. No momento final, ao experimentar os próprios jogos, o ambiente se transformou em uma vivência coletiva de aprendizado — leve, envolvente e, ao mesmo tempo, significativa. Uma experiência que remete a momentos de convivência, agora enriquecida por intencionalidade pedagógica.
Um aprendizado contínuo, com foco na prática
Trazer a educação financeira para o cotidiano é um dos pilares da proposta. O material utilizado estimula reflexões sobre consumo, planejamento, decisões e consequências — temas presentes na vida de qualquer pessoa, mas ainda pouco explorados de forma estruturada no ambiente escolar.
As aulas permitem o contato com conceitos essenciais, como juros compostos, custo de oportunidade e organização de recursos. O diferencial está na abordagem: os conteúdos são sempre relacionados a situações reais, exigindo interpretação, análise e posicionamento.
Essa escolha metodológica valoriza o desenvolvimento do pensamento crítico. Em vez de priorizar a memorização, o processo incentiva o questionamento e a construção de raciocínio.
A proposta também está alinhada às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, que prevê a educação financeira como um tema transversal a ser trabalhado ao longo da formação básica. Ao integrar esse conteúdo de forma estruturada e contínua, a escola contribui para o desenvolvimento de competências essenciais, como responsabilidade, autonomia e pensamento analítico.
Educação financeira como formação para a vida
Falar sobre finanças é, essencialmente, falar sobre escolhas. E é nesse ponto que esse tipo de aprendizado ganha relevância dentro da formação dos jovens.
Ao compreender conceitos como planejamento, risco e retorno, os alunos desenvolvem habilidades que impactam diferentes dimensões da vida. Passam a lidar melhor com prioridades, a projetar cenários futuros e a avaliar consequências antes de agir.
Esse processo fortalece a autonomia. Em um contexto marcado pela facilidade de acesso ao consumo — muitas vezes impulsivo —, saber administrar recursos torna-se uma competência fundamental. No Colégio Senemby, esse compromisso se traduz em uma formação que integra conhecimento técnico e desenvolvimento humano.
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